Nosso curso se encerrou dia 14 de novembro! Grata a todos os alunos que tornaram possíveis nossos encontros nestes dois anos!

Ainda não há previsão de um novo curso. Caso tenha interesse entre em contato no e-mail analiliamventura@gmail.com

04 outubro 2015

CONHECENDO ECKHART TOLLE




Conheça um pouco mais de ECKHART TOLLE, autor dos renomados O Poder do Agora, Praticando O Poder do Agora, Um Novo Mundo - O Despertar de Uma Nova Consciência, O Poder do Silêncio , O Segredo da Felicidade. Leia sua entrevista à norte-americana Jenny Simon.

CONHECENDO ECKHART TOLLE

Por: João Carlos Marcuschi

Faço esta apresentação porque considero os ensinamentos, dele, alinhados àqueles que são abordados nas palestras de Krishnamurti; entretanto, a linguagem é mais acessível ao leitor ainda não acostumado com esta linha de leitura. Certamente, servirá para esclarecer muitos pontos, que as vezes não captamos lendo Krishnamurti.

Eckhart Tolle é um mestre espiritual ocidental, porém profundamente alinhado com a tradição meditativa do Oriente. Hoje mundialmente conhecido pelo livro O Poder do Agora, durante muitos anos ele compartilhou sua experiência de realização interior apenas com um número muito reduzido de buscadores.

Nos textos que transcrevemos a seguir, Eckart fala a respeito destes primeiros tempos e como o estado de iluminação impactou radicalmente sua vida. Avalia, também, o processo mais amplo de transformação da consciência humana e seus possíveis reflexos no futuro do planeta.

O material foi extraído de uma entrevista concedida por Eckhart à norte-americana Jenny Simon. O encontro aconteceu em Vancouver, no Canadá, onde o mestre (alemão??) atualmente vive.

Jenny Simon - As pessoas ao seu redor devem pensar que você é um pouco lunático. Em sua experiência interior, você nunca questionou o que aconteceu?

Eckhart - Não. Era tão claro e não havia nenhuma pergunta sobre uma realidade que era tão óbvia. Uma vez eu disse que mesmo se tivesse encontrado o Buda e ele me apontasse “não, não é isso”, eu diria - “que interessante, mesmo Buda pode estar errado”. Isto não é algo do ego, é só para deixar claro como essa realidade é tão óbvia que nenhuma questão mental, nenhuma pergunta adiantaria. Por exemplo, se alguém me desse uma maçã e dissesse “não, não é uma maçã”, eu diria “não, eu sei que é”.

Jenny Simon - Você aponta que seu estado de consciência implicou numa redução de 80% na atividade de sua mente pensante. Isso criou alguma espécie de carência ou algo parecido?

Eckhart- Bem, não tanto para mim, mas para as pessoas ao meu redor (risos). Isso é certo, pois as pessoas que me conheciam, especialmente a família, pais, alguns amigos, pensaram que algo errado tinha acontecido comigo - isto porque por algum tempo, após a mudança, eu prossegui com as estruturas externas de minha vida. Apenas prosseguia como se nada houvesse acontecido, porque ainda havia um “momentum” e continuei seguindo-o durante três ou quatro anos. Então percebi que essas estruturas externas estavam totalmente fora do alinhamento com meu ser - no mundo acadêmico totalmente dominado pela mente, o ego dominado completamente. Então aconteceu um momento em que deixei tudo para trás...

Foi aí que as pessoas pensaram que eu estava realmente louco - abandonado uma promissora carreira acadêmica e indo sentar-me em um banco do parque, sem fazer mais nada. Era bem estranho, porque eu não tinha nenhuma orientação espiritual, ninguém para dizer-me “você não precisa viver no banco do parque, você pode continuar funcionando no mundo”. Eu defini isso por mim mesmo. E isso levou bastante tempo, para que então eu pudesse de novo continuar funcionando no mundo. Por uns tempos, o estado da presença, do ser, era tão satisfatório, belo e completo que perdi todo o interesse no futuro... quanto mais ter ambição ou viver para adquirir isto ou aquilo. Se o momento presente era tão preenchedor, por que precisaria do futuro? Mas naturalmente, no nível prático o futuro ainda opera, e saber disso às vezes ajuda. Você precisa tomar um avião daqui a alguns dias, ou aprender algo que leva certo tempo, aprender uma língua, ou o que quer que seja. Mas, eu não mais necessitava do futuro, internamente, e passaram-se anos antes que eu começasse a ser capaz de lidar com o mundo novamente, sem necessitar dele - era quase como uma forma de brincadeira. Iniciar coisas, fazer coisas e, miraculosamente, também um bom tanto de coisas vinham a mim... Mesmo enquanto estava sentado no banco do parque, com quase nada em meu bolso, geralmente no último momento alguma coisa ocorria ou alguém vinha e novamente eu tinha algo com que viver, por enquanto. Milagrosamente isso sempre acontecia, e gradualmente, então, eu comecei a funcionar no mundo de novo.

Devo dizer que duas ou três vezes tentei voltar às estruturas do mundo, sentia que meu tempo no banco do parque estava terminando, então me dizia: “Ok, é melhor eu fazer alguma coisa”. Uma vez me candidatei a um emprego, e isso é bem engraçado, um emprego num banco mercantil na cidade de Londres (riso). Durante a entrevista, ouviram-me com interesse, mas não me deram o lugar. Depois candidatei-me a um emprego acadêmico e houve outra entrevista, só que devo ter dito algo, embora tenha procurado evitar a linguagem espiritual, mas... havia seis ou sete professores ao meu redor e ao final da entrevista um deles me perguntou: o que você realmente quer fazer? (riso). E na realidade não havia nada que eu realmente quisesse fazer, então essa foi a minha última entrevista - eu percebi que na realidade não queria voltar às estruturas do mundo.

Foi então que gradualmente as pessoas vieram e passaram a me fazer perguntas, começando com situações de ensino informal. Algo um pouco mais estruturado surgiu e então eu me tornei um professor espiritual aos olhos do mundo (risada), foi isso que aconteceu. Não ganharia um emprego se colocasse no meu currículo “não mais preciso pensar”, mas realmente é o que acontece. O próprio poder de ensinar vem desse estado, da consciência. Não sou eu, e sempre que começo a falar tenho essa sensação de que não tenho nada, absolutamente nada, a dizer. Assim, não é realmente esta pessoa que está fazendo qualquer coisa. Todo o ensinamento que tem causado um certo impacto no mundo vem desse estado de não-pensamento, não tem nada a ver com esta pessoa aqui... (riso)

Jenny Simon - Eu ouvi você várias vezes citar o mestre indiano Ramana Maharshi. Como se mede o progresso espiritual? É pela ausência do pensamento? Você acredita nisso realmente?

Eckhart - Sim, sim. No grau da ausência de pensamento, sim, está certo. É simples, muito simples.

A mente pode dizer: “ok” - mas isto significa que não fiz nenhum progresso, porque estou pensando o tempo todo. Talvez você não saiba que já há ausência de pensamento em si, talvez algum breve momento, mas não importa... Você respondeu à beleza? Deve haver ausência de pensamento em você, porque de outra forma não veria a beleza. Esse momento é ausência de pensamento. Pode haver muitos momentos de ausência de pensamento - de repente você percebe: “Gente, há ocasiões em que o pensamento está ausente”. Ou você pode exclamar: “Oh! Eu não estou pensando!” (riso). E você já está pensando de novo. Algumas vezes você sabe que não está pensando e ainda não está pensando (riso). Mas é bom não tentar provocar esse estado, porque poderia ser um esforço muito grande. A forma mais rápida de tornar-se livre de pensamento é ainda render-se ao momento, aceitar este momento como ele é, porque se você observa o processo de pensar compulsivo, descobre que sempre está associado à não-aceitação. A não-aceitação é a característica essencial do estado egóico criado na mente - a não-aceitação do agora.

E toda a compulsão realmente é uma fuga, é o negar da beleza e da vida do agora. Quando você vê a verdade disso, pode aceitar este momento como ele é. É um estado de grande força - não de fraqueza, como a mente pode dizer-lhe, exceto que há um efeito colateral dessa aceitação, a mente deixada de fora, porque quando você não está lutando com o que é, a compulsão para pensar cessa.

Isso é algo que requer continuidade da prática espiritual. Muitas vezes você não aceita o que é e então percebe que está novamente negando o agora. E essa percepção está certa, quando você vê a não-aceitação, já está livre dela. Quando você não vê a não-aceitação, então fica novamente preso em todo o ruído mental, porque não está aceitando o que é.

Assim, a mais poderosa prática espiritual é aceitar este momento como ele é. Aceitação descomprometida deste momento como ele é. É por isso que grandes mestres às vezes parecem tão aterradores, embora sejam gentis internamente, na realidade. Olhando velhos retratos ou fotos de grandes mestres, seus olhos são tão aterradores. Sim, descompromissado agora, sim, não movendo, estando aberto. E este estado é tanto gentil quanto aterrador, ambos ao mesmo tempo. Então essa é a prática espiritual mais poderosa e é realmente a única prática espiritual que não lhe dá tempo (riso). Há tantas práticas espirituais que lhe concedem tempo para tornar-se um bom adepto, praticar mais e mais, gradualmente. Mas aceitar este momento como ele é, você só pode fazê-lo agora.

Jenny Simon - Freqüentemente temos ouvido você falar sobre a nova consciência que está emergindo e como esse estado está disponível cada vez para um número maior de pessoas. Mas, honestamente, não estou convencida de que isso não seja uma projeção de sua experiência. Não tenho dúvida de que você floresceu como ser humano, mas não vejo evidência, ao meu redor, de que muitas pessoas passarão por isso. Pergunto: você tem alguma premonição de que isso vai acontecer em 5, 10, mil anos? Como isso realmente transformará o mundo?

Eckhart - Certo. Admito que pareço estar no epicentro da onda de transformação porque isso é o que eu faço e as pessoas chegam para estar em contato comigo. Todos que encontro estão sofrendo transformações e às vezes, quando ligo a televisão, sou repentinamente lembrado - “Oh! Não está acontecendo com todo mundo”. Por causa de minha posição peculiar, admito que certas vezes parece, para mim, que o mundo inteiro está se transformando. Ao mesmo tempo, recebo mesmo imensa massa de correspondência de pessoas que estão relatando mudanças na consciência e enorme diminuição do sofrimento, etc. Isso eu vejo em toda parte; porém não, não tenho uma escala do tempo, tudo que eu sei é que há uma aceleração de algo. Também sinto que o planeta provavelmente não sobreviverá outros cem anos se a velha consciência predominar por muito tempo no planeta, com tudo que isso significa.

É impossível que a natureza do planeta possa suportar isso. Assim, pela primeira vez na história humana essa transformação tornou-se uma necessidade, até mesmo para a sobrevivência da espécie. E talvez seja somente assim, em qualquer evolução e transformação, talvez seja apenas quando a espécie alcança um ponto crítico em que a sobrevivência fica ameaçada se ela continuar sem transformar-se - aí então essa transformação acontece em nível coletivo. Eu acredito - e posso dizer que é quase um fato - que se os velhos padrões de fazer as coisas continuarem por mais cem anos, e naturalmente esses padrões ficarão ainda mais ampliados, os meios de destruição serão maiores e o planeta não será mais capaz de sustentar a vida humana por mais cem anos.

Assim, pela primeira vez na história humana chegamos a um ponto em que a transformação da consciência não é mais um luxo. Talvez tenha havido no tempo de Buda os primeiros florescimentos, também no tempo de Jesus, já apontando para algo novo, uma maneira de ver o que estava acontecendo. Os primeiros sinais disso e depois algumas flores aqui e ali, mas nunca tinha sido uma necessidade para a sobrevivência do planeta e o fim da loucura humana. Mas depois veio a tecnologia, veio a ciência - sim, também manifestações de grande inteligência -, e ainda assim ampliaram a loucura em larga escala. Antes as pessoas tinham sorte se conseguiam matar uns poucos, agora podem matar centenas, milhões com um só aparelho (riso). Não há mudanças, simplesmente amplia-se o efeito da inconsciência. E é uma boa coisa, porque vemos mais claramente que nunca.

É chocante para as pessoas que a primeira guerra criou armas poderosas de destruição, provindas da tecnologia, e aí pensamos: o que foi que fizemos? Milhões e milhões de jovens morrendo nas trincheiras inutilmente - Oh, meu Deus - foi uma abertura da visão da loucura, lá no começo do século XX. Mas agora sabemos também o que aconteceu no restante do século.

Está em seu rosto agora, é tão óbvio. Eu sei que o trabalho que faço, qualquer que seja, é uma manifestação da nova consciência e há muitas pessoas atravessando isso. Para salvar o planeta? Eu não sei, talvez não.

Jenny Simon - Então, pode-se dizer que você é uma espécie de necessidade da evolução, de certa forma?

Eckhart - Sim, na realidade é isto que está acontecendo. É quase como se a espécie estivesse se tornando algo novo, uma nova espécie está evoluindo da velha. E, novamente, não é algo do ego, dizendo eu sou da nova espécie, e você não (riso). Mas sim, é bem como se uma nova espécie estivesse chegando, e está chegando porque a velha espécie não é mais capaz de sobreviver, a menos que mude (riso).

Jenny Simon - E você pode descrever a nova espécie, quais seriam suas características?

Eckhart - A nova espécie não necessita de inimigos, drama ou conflito para dar-lhe um sentido de identidade e assim, torna-se livre, em grande escala, do conflito e do sofrimento causado pelo homem, que é uma característica da velha consciência. Buda teve uma bela perspectiva disso, quando disse, para descrever o estado de consciência da liberação, que ela é livre do sofrimento - você não sofre mais. Pode ainda haver dor, porque enquanto houver corpo físico haverá dor, você pode ter uma dor de dente. Mas o sofrimento psicológico é causado pela entidade do eu na cabeça. Você não mais causará sofrimento para si próprio através das estruturas do pensamento. E quando você não mais causa sofrimento para si, não mais causa sofrimento para outros. A interação entre seres humanos não será mais coberta pelo medo, como é agora - o medo e o desejo, dois movimentos de estado inconsciente.

A interação humana será caracterizada pelo amor e compaixão. E o amor não será do tipo “preciso de você, não ouse abandonar-me, porque eu não sei o que vou fazer se você me deixar”, o amor da chamada velha consciência. Amor é simplesmente reconhecer o outro como sendo você próprio, o reconhecimento da unidade é amor. E todas as interações, quando se reconhece o outro como você próprio, não mais acontecem através da formação de uma imagem, uma identidade da forma, de quem aquela pessoa é. E porque você vai além da identificação da forma em si própria, não mais constrói pequenas armadilhas e pequenos conceitos de outras pessoas... então o amor reina.

Não se pode conceber o que seria o mundo se uma grande parte da humanidade vivesse nesse novo estado de consciência. Eu não faço, geralmente, considerações sobre esse fato. Minha suposição sobre isso é de que não seria possível reconhecer a estrutura da natureza humana. Seria muito diferente. Potencialmente este planeta poderia ser o paraíso - é um paraíso, mas as pessoas se esforçam muito para torná-lo um inferno, contudo ainda é um belo paraíso. Não estou dizendo que no nível da forma não haverá limitação, sim, as formas ainda vêm e vão. Mas ainda assim a harmonia é possível, viver em harmonia com a natureza. Viver em um estado de amor, amando a essência de cada forma, pois a vida se manifesta através de milhões de formas de vida. Amando uma vida da qual milhões de formas são manifestações temporárias, amando-as como a si próprio, sendo elas - esse é o novo estado de consciência.

Por: João Carlos Marcuschi



©2013 Solange Christtine Ventura
http://www.curaeascesao.com.br
Obrigado por incluir o link do website quando compartilhar esta Mensagem com outros.

20 setembro 2015

35ª aula e 36ª - Praticando a cura

Em nossa última aula, a 35ª, nós vimos a cura na Estrela do Âmago. Fizemos vivências de integração com nosso âmago amoroso, e com nossos colegas. Depois praticamos a cura da Estrela do Âmago, como Barbara Brennan nos ensina, uns com os outros.

E chegamos a última aula de nosso curso, encerrando um ciclo, e permitindo que novos ciclos de aprendizados e curas aconteçam para todos nós. Todos já nos sentimos levados pelos ventos de novas energias, para novos pontos ou reinícios em nossas vidas, estamos comprometidos em outras atividades e as datas de nossos encontros tem sido de difícil escolha. Eu também sinto-me assim e vejo-me assim.

Desta forma, só nos resta encerrar mais este ciclo, com gratidão, com profunda amorosidade, para que possamos seguir adiante!

Próxima aula será dia 14 de novembro, com almoço comunitário de encerramento. Nesta aula vamos treinar a cura em vários níveis, de acordo com Barbara Brennan. Não percam!

Ciclos da Vida: Praticando o Poder do Agora

Por Equipe Despertar Coletivo:
transformation

Existem ciclos de sucesso, como quando as coisas acontecem e dão certo, e ciclos de fracasso, quando elas não vão bem e se desintegram. Você tem de permitir que elas terminem, dando espaço para que coisas novas aconteçam ou se transformem.

Se nos apegamos às situações e oferecemos uma resistência nesse estágio, significa que estamos nos recusando a acompanhar o fluxo da vida e que vamos sofrer. É necessário que as coisas acabem, para que coisas novas aconteçam. Um ciclo não pode existir sem o outro.

O ciclo descendente é absolutamente essencial para uma realização espiritual. Você tem de ter falhado gravemente de algum modo, ou passado por alguma perda profunda, ou por algum sofrimento, para ser conduzido à dimensão espiritual. Ou talvez o seu sucesso tenha se tornado vazio e sem sentido e se transformado em fracasso.

O fracasso está sempre embutido no sucesso, assim como o sucesso está sempre encoberto pelo fracasso.

No mundo da forma, todas as pessoas “fracassam” mais cedo ou mais tarde, e toda conquista acaba em derrota. Todas as formas são impermanentes. Você pode ser ativo e apreciar a criação de novas formas e circunstâncias, mas não se sentirá identificado com elas. Você não precisa delas para obter um sentido do eu interior. Elas não são a sua vida, pertencem a sua situação de vida.

Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação.

Enquanto estivermos identificados com a mente, não poderemos evitar a compulsão de fazer coisas e a tendência para extrair o nosso valor pessoal de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos. Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida auto-protetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer. Enquanto a mente julgar uma circunstância “boa”, seja um relacionamento, uma propriedade, um papel social, um lugar ou o nosso corpo físico, ela se apegará e se identificará com ela. Isso faz você se sentir bem em relação a si mesmo e pode se tornar parte de quem você é ou pensa que é.

Mas nada dura nessa dimensão, onde as traças e a ferrugem devoram tudo. Tudo acaba ou se transforma: a mesma condição que fez você feliz agora faz você infeliz. A prosperidade de hoje se torna o consumismo vazio de amanhã.

O casamento feliz e a lua-de-mel se transformam no divórcio infeliz ou em uma convivência infeliz.

A mente não consegue aceitar quando uma situação à qual ela tenha se apegado muda ou desaparece. Ela vai resistir à mudança. É quase como se um membro estivesse sendo arrancado do seu corpo. Isso significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa. Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins. É quase paradoxal, mas, como já não existe mais uma dependência interior quanto à forma, as circunstância gerais de sua vida, as formas externas, tendem a melhorar consideravelmente.

As coisas, as pessoas ou as circunstâncias que você desejava para a sua felicidade vêm agora até você sem qualquer esforço, e você está livre para apreciá-las enquanto durarem. Todas essas coisas naturalmente vão acabar, os ciclos virão e irão, mas com o desaparecimento da dependência não há mais medo de perdas.

A vida flui com facilidade. A felicidade que provém de alguma coisa secundária nunca é muito profunda. É apenas um pálido reflexo da alegria do Ser, da paz vibrante que encontramos dentro de nós ao entrarmos no estado de não-resistência.

O Ser nos transporta para além das polaridades opostas da mente e nos liberta da dependência da forma. Mesmo que tudo em volta desabe e fique em pedaços, você ainda sentirá uma profunda paz interior.

Você pode não estar feliz, mas vai estar em paz.

(por Eckhart Tolle em Praticando o Poder do Agora)

- Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/ciclos-da-vida-praticando-o-poder-do-agora/

26 agosto 2015

34ª aula - Realizando a cura no nível da estrela do âmago

Próxima aula dia 29 de agosto de 2016!

Nós já tivemos uma aula sobre a estrela do âmago, agora vamos aprender e treinar como realizamos a cura a partir deste nível!

Vamos também fazer dinâmicas em grupo, e conhecer e reforçar o que há de melhor em nós!

Releiam o capítulo 18 de Luz Emergente.

33ª aula - Cura Reconectiva

Dia 15 de agosto! Vamos falar sobre a Cura Reconectiva e teremos muitas dinâmicas em grupo neste reencontro para o 5º período de aulas!

24 junho 2015

Fim de semestre, e novo reinício!

Não tivemos nossa aula de revisão no fim deste primeiro semestre de 2015, então começaremos agosto com a revisão, anotem: dia 1º de agosto de 2015, no mesmo bat-horário!

Vamos programar o 2º semestre? Esta é a última etapa de nosso curso, em agosto dias 1º (revisão), 15 e 29; em setembro dia 19; em outubro dia 24; e veremos mais alguns sábados para completar nosso programa!

Beijos e boas férias de julho! Aproveitem para recarregar as energias e curtir as festas juninas e julinas!

23 maio 2015

32º aula - Quelação, mãos à obra!

Próxima aula, sábado dia 30 de maio!
Agora é pegar na massa, isto é, na energia, e trabalhar nela, com ela!

O que pode acontecer numa sessão de cura? Nunca sabemos, que bom! Vamos deixar que o Universo nos guie, nos presenteie!

Estar com o outro é um exercício de presença. É preciso sair de nossas defesas, entrar em um estado de profunda empatia e compaixão, nos abrir sem reservas a um momento único, valioso.

A energia passa por nós, nos permeia. O outro, o paciente, traz nossas questões, nos desafia. Este é um momento de cura também para nós, os facilitadores. Saímos sempre muito bem. Presenteie-se ao final da sessão com este trabalho de amor e luz do qual você agente e também paciente. Ofereça-o ao seu templo interno de luz.

Para começar: observe as defesas de seu paciente, pelo olhar, pelo andar, pela estrutura do corpo, pela conversa. Observe também suas próprias defesas entrando em ação. Neste segundo caso lembre-se de desfazê-las pela auto-cura das próprias defesas. Lembra-se?

Quando o paciente vai para a maca, e ele respira e relaxa (peça a ele para fazer isso), seus campos se fundem, você passa a receber informações sobre ele. Você não recebe todas as informações, mas aquelas com as quais possa lidar, e para as questões do seu paciente que neste momento estão aptas a serem investigadas e curadas.

Sempre que vierem informações e você não souber lidar com elas, vale pedir aos seus guias para lhe orientarem à respeito, a intuição chega e você saberá o que fazer.

Este é um trabalho sempre novo. Você não está sozinho, talvez perceba a presença de seus guias, ou dos guias do seu paciente junto à vocês. Quanto mais você pratica, mais aprende, mais sua sensibilidade e intuição se abrem. Mais você se maravilha com as infinitas possibilidades da cura!

Leia de novo o capítulo 22 de Mãos de Luz, e a postagem anterior. Cheguem cedo!

16 maio 2015

Tratamento energético

Próxima aula: dia 30 de maio! Anotem!

Pedimos para que troquem o tratamento entre si, ou o façam com outras pessoas (de preferência que não sejam muito conhecidas por vocês, para que todas as informações que chegarem possam ser novas).

Breve resumo:

1. Prepare-se: alinhe-se com a terra e o céu, faça a respiração colorida, ou exercícios de respiração do ioga, ou Reiki.

2. Converse um pouco sobre as questões que o paciente traz, explique sucintamente como é o tratamento que você vai fazer.

3. Faça uma medição dos centros de energia do paciente com a ajuda do pêndulo.

4. Verifique a coluna de luz do paciente, para ver se há alguma interferência espiritual. Se houver o primeiro procedimento na maca será a limpeza. Ou proceda a ela automaticamente quando o paciente se deitar. Não comentamos na aula, mas verifique também o hara do paciente, e se houver necessidade de correção este é o procedimento a ser feito depois da limpeza.

5. Com o paciente deitado e sem sapatos (peça para ele respirar profundamente e relaxar), coloque os polegares logo abaixo das almofadinhas dos pés do paciente. Respire profundamente e deixe o ar sair sonoramente através de sua garganta. Sinta a energia fluir para o paciente até carregar seu sistema, ou caso perceba que a energia não flui, pergunte-se qual o chakra bloqueado, a resposta virá até você e neste caso você vai ao chakra em questão e derrama energia sobre ele até soltar o bloqueio.

Se o paciente é pouco aterrado você pode levá-lo por uma meditação na natureza, na qual ele abraça e se torna uma árvore que se enraíza profundamente na terra. Deixe sua intuição guiá-lo.

6. Proceda a limpeza e equilíbrio dos chakras, começando com o tornozelo esquerdo/pé esquerdo, para o direito; joelho esquerdo/tornozelo e., para o direito; quadril e./joelho e., para o direito; 2º chakra/quadril e., 2º chakra/quadril direito.

7. No 2º chakra você tem a oportunidade de acessar a criança interior do paciente, envie energia para este ponto. Realize a cura trazendo amor para esta criança, peça ajuda aos anjos, sele com luz enviando a cura ao passado e ao futuro curando todas as consequências.

8. No 3º chakra você tem a oportunidade de desembaraçar ou refazer cordões relacionais com os pais.

9. No 4º chakra você tem a oportunidade de trazer amor e perdão para mágoas e ressentimento em relação a outras pessoas. Use: eu sinto muito, eu perdoo, eu sou grato, eu te amo (ou te aceito, te quero bem, te reconheço...)

10. No 5º chakra você pode ver questões de expressão e limites, e proceder a mais uma cura. Neste nível acontecem também as cirurgias espirituais.

11. Com as mãos nos ombros equilibre a energia nos dois lados (feminino e masculino) ou faça uma cura que envolva familiares maternos e paternos.

12. Com as mãos nas têmporas entre na experiência do amor divino, suba sua frequência, faça o Phowa, sinta a energia do amor incondicional preencher seu paciente.

13. Com as mãos em concha sobre o chakra frontal (sem tocar), entre em contato com a mente divina, eleve mais ainda sua frequência, suba lentamente as mãos até alcançar o 7º nível do paciente. Alise, desfaça caroços, costure rasgos se houverem. entre em contato com as crenças negativas, formule a crença positiva contrária, peça que o paciente mentalmente a faça 3 vezes. Por fim mova as mãos em semi-círculo, de cima para baixo, visualizando e fortalecendo o 7º nível do paciente. Reverencie a alma de seu amigo e a si mesmo por este belo trabalho.

14. Peça para o paciente se espreguiçar e voltar lentamente, quando sentar ofereça água e meça novamente os chakras com o pêndulo. Faça mais alguma orientação se sentir necessidade.

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